
Hoje em dia é comum dizer aos gatos “michis” com ternura para homenagear os parceiros de vida de muitas pessoas que amam esses animais de estimação. A origem dessa palavra vem das línguas indígenas do México, em maias, por exemplo, é chamada de “Miis”, em Purepecha “Misitu”, os Rarámuris os chamam de “miisi” e o mais próximo é “mixi” em Otomí.
Ao mesmo tempo, diz-se que os índios incas ouviram que os espanhóis chamavam gatos com um “mishi, mishi” e acreditavam que esse era o nome deles. A palavra quíchua que eles atribuíram aos gatos era “michis”.
Gatos domésticos vêm do antigo Egito em 3.000 aC. Eles chegaram à América com os primeiros colonos, escolheram gatos como companheiros de viagem por causa de sua capacidade de se livrar dos ratos e camundongos que costumavam embarcar em viagens e até estragar os suprimentos que tinham. O primeiro registro que temos de um gato nos Estados Unidos foi Belle, um gato malhado avermelhado.
Historicamente, o gato tem sido um animal altamente reverenciado, desde os egípcios foi domesticado com a intenção de acabar com a praga dos ratos da colheita, por isso ganhou o respeito e a admiração dos egípcios até se tornar um deus que protegeu a família. Ele subiu ao posto de Totem e entrou no panteão dos deuses egípcios.
No México pré-hispânico, eles desfrutavam de tratamento especial, pois estavam ligados às divindades do submundo, aos céus, à adivinhação, até hoje é um dos animais de estimação favoritos das pessoas.
A jaguatirica (leopardus pardalis) era um felino sagrado pelas civilizações pré-hispânicas, era representada na arte por pinturas e figuras de vários materiais. Para os maias simbolizava sacrifício, guerra e liderança, foi retratado nos murais Bonampak e sabe-se que os guerreiros costumavam usar as peles deste felino em representação da fortaleza.
Atualmente é classificado como animal em extinção, no México cobre as planícies costeiras do Pacífico e do Golfo do México até a Península de Yucatán.
O jaguar era um dos gatos mais importantes da visão de mundo pré-hispânica, os olmecas representavam homens com traços felinos. Em Teotihuacán era um animal muito comum e simbolizava a noite e era o nahual dos homens mais importantes, como o governante ou os sacerdotes.
Outro animal reverenciado nos tempos pré-hispânicos é o cão, pois acreditava-se que ajudava seu mestre no caminho e ajudava a atravessar o rio do submundo chamado “apanohuaia”. “itzcuintli” foi chamado pelos Nahuas, estava relacionado à lealdade, proteção e era altamente respeitado. Acreditava-se que se a pessoa que morresse tivesse tratado mal os cães, ele não seria capaz de atravessar e nunca alcançaria o descanso eterno.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), Luna e Coco são os nomes mais populares para gatos fêmeas e machos no México, 3 em cada 10 são de raça mista, seguidos por europeus americanos de cabelos curtos e cabelos curtos, Bombaim e azul russo. 15 por cento das famílias têm animais de estimação, são gatos, ou seja, cerca de 3 milhões em todo o país.
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