
O Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Qualidade de Vida para 2021. O documento mostra as mudanças dos colombianos nos problemas de saúde durante a pandemia de covid-19 e inclui alguns comportamentos que podem ter impacto a médio e longo prazo, como o consumo de bebidas açucaradas.
A entidade observou que 61,8% dos colombianos aceitaram consumir esses produtos. Dessa população, 31,5% bebem bebidas açucaradas duas ou três vezes por semana, enquanto 26,7% bebem bebidas açucaradas pelo menos uma vez por semana.
O estudo também revelou os índices por gênero. 63,7% dos homens aceitaram consumir as bebidas, enquanto apenas 56,7% das mulheres deram a mesma resposta.
É importante notar que as estatísticas destacam algumas áreas do país onde essas bebidas são mais consumidas. San Andrés, por exemplo, é o local onde eles mais levam esses produtos porque 88,7% da população aceitou que os consomem. Este departamento é seguido por Atlántico (79%), Arauca (75,7%), Amazonas (74,4%), Córdoba (74,2%) e Bolívar (71,8%). As áreas onde as pessoas bebem menos são: Risaralda (53,2%), Vaupés (53%), Caldas (52,8%), Cauca (52,5%) e, na menor taxa de todas, Vichada com 29%.
A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, explicou ao El Espectador os danos que essas bebidas causam ao corpo humano. “Eles contribuem muito para o sobrepeso e a obesidade, e essas condições, por sua vez, são conhecidas por causar doenças cardíacas, diabetes e outras doenças graves relacionadas”, disse o especialista.
De fato, em agosto de 2021, o presidente Iván Duque aprovou o 'Junk Food Act'. Isso permite que a rotulagem de produtos ultraprocessados seja definida com um selo de advertência frontal que informa os consumidores sobre o excesso de gorduras, sódio e açúcares que alimentos e bebidas podem ter. Os regulamentos foram apoiados por entidades como a Organização Mundial da Saúde e já foram adotados por meio de leis de rotulagem em muitos países da América Latina, como Chile e México.
Em contexto: Por que a rotulagem de alimentos não se materializou na Colômbia
Outros resultados da pesquisa
O documento dinamarquês também revelou informações sobre as famílias na Colômbia e o bem-estar geral dos habitantes das diferentes regiões do país. Com isso, pretende mostrar um raio-x de como os colombianos vivem e as mudanças que ocorreram como resultado da pandemia de covid-19.
El Dane descobriu que a possibilidade de possuir uma casa - que está totalmente paga - caiu desde 2019. Naquele ano, 42% das famílias relataram ter sua própria casa; em 2021, apenas 35% a tinham. Nesse sentido, no ano passado, os 17,1 milhões de domicílios foram agrupados em 17 milhões de residências.
O estudo também mostrou que em meados de 2020 - o pico da pandemia - os colombianos se reuniram em suas famílias como um método de poupança, à medida que o número de pessoas que afirmavam morar em casa aumentou. Em 2021, a situação mudou novamente à medida que muitos voltaram a morar em apartamentos; o número subiu de 36,9% em 2020 para 38,1% em 2021.
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