Por que o programa continental de Marine Le Pen pode virar a União Europeia de cabeça para baixo

O segundo turno para eleger presidente da França ocorrerá em 24 de abril e decidirá entre o candidato de extrema-direita e o atual presidente, Emmanuel Macron

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FILE PHOTO: Marine Le Pen,
FILE PHOTO: Marine Le Pen, French far-right National Rally (Rassemblement National) party candidate in the 2022 French presidential election, leaves the Notre-Dame de la Purification Church as she campaigns in Lauris, near Marseille in the south of France, April 15, 2022. REUTERS/Christian Hartmann/File Photo

Faltam apenas 6 dias para a segunda volta que será definida pelo futuro presidente da França, cargo disputado por Marine Le Pen e que atualmente o detém, Emmanuel Macron.

A chegada de Le Pen ao Eliseu, tendo em conta o papel fundamental da França na construção da Europa, exigiria uma revisão radical do funcionamento e das políticas da União Europeia se o seu programa fosse implementado.

CONCILIADOR COM PUTIN

A líder da extrema-direita francesa manifestou até alguns meses atrás uma proximidade ideológica a Vladimir Putin que explodiu eleitoralmente em 2017 e que pretendia voltar a fazer nestas eleições.

Com a eclosão da guerra na Ucrânia, ela não mitigou a invasão russa e denunciou “crimes de guerra”. Mas ele insiste que, uma vez terminado o conflito, a Otan teria que restabelecer sua relação com Moscou para evitar que ela se associasse à China, o que afirma ser seu grande medo.

A PRIMAZIA DO DIREITO FRANCÊS

Le Pen acredita que a melhor maneira de não ter de se submeter às regras da UE de que não gosta é impor a primazia do direito francês sobre o direito europeu e internacional.

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Uma ideia que já está a confrontar o governo nacionalista da Polónia com Bruxelas e que, se realizada num país-chave da UE como a França, desmantelaria o funcionamento do bloco europeu, com medidas que são impostas a todos e garantem, por exemplo, o funcionamento do mercado único.

COOPERAÇÃO VOLUNTÁRIA NA EUROPA DAS NAÇÕES

Em vez disso, Le Pen propõe “uma aliança europeia de nações” aberta à cooperação voluntária e dá como exemplo o que foi feito com a Airbus em aviões ou com a Arianespace em foguetes espaciais, projetos envolvendo apenas alguns países.

Desde a sua experiência eleitoral fracassada em 2017, também contra Emmanuel Macron, Le Pen abandonou a ideia de retirar a França do euro, o que gerou tantos receios e pesou-a eleitoralmente. Mas continua a defender barreiras no mercado único porque pretende arrogar-se o direito de controlar mercadorias que entram em França provenientes de outros países europeus sob o pretexto da luta contra a fraude.

FIM DOS PROGRAMAS DE ARMAS, COMO O FUTURO LUTADOR EUROPEU

A sua política de defesa prevê, para garantir a estatura da França como potência, retirar do comando integrado da NATO, um “diálogo com a Rússia sobre as grandes questões comuns” e, ao mesmo tempo, romper com a Alemanha - que emite muitas censuras - pela “cooperação estrutural” em armamentos.

Isso se aplica, em particular, a um programa bilateral para tanques de batalha e do futuro sistema de aeronaves de caça (SCAF), no qual a Espanha também participa. Sua prioridade é fortalecer as exportações de armas francesas, que seria um dos pilares de sua diplomacia.

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RENACIONALIZAR O CONTROLE DE FRONTEIRAS

Marine Le Pen promete restaurar a vigilância e o controlo sistemático nas suas fronteiras, o que na prática significa o fim da livre circulação no espaço Schengen, que nos últimos anos tem sido parcialmente limitado em nome da luta contra o terrorismo, contra a imigração irregular ou covid.

Para esse efeito, renegociaria os acordos de Schengen para estabelecer um procedimento simplificado para a passagem das fronteiras internas que seria limitado aos cidadãos da UE, e não ao resto.

Sua política de acabar com o que ele chama de “imigração em massa” também prejudicaria o princípio da livre circulação, sem mencionar o fato de que os pedidos de asilo só poderiam ser feitos de fora do território francês.

QUESTÕES DE POLÍTICA AGRÍCOLA E ACORDOS COMERCIAIS

Le Pen reclama contra a deriva que a Política Agrícola Comum (PAC) tomou no âmbito do Acordo Verde da UE, porque as novas regras ambientais, na sua opinião, aumentarão as importações de alimentos provenientes de países terceiros. A sua intenção é complementar a ajuda europeia com outras francesas em apoio a sectores em dificuldade de incentivar a produção, o que pode levar a distorções.

Em nome da soberania alimentar, pretende excluir produtos agrícolas dos acordos comerciais da UE com outros países ou blocos regionais e suspender as negociações em negociação com o Mercosul, Austrália e Nova Zelândia, além de se recusar a ratificar o que já está sendo negociado concluído com o Canadá.

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Na mesma linha, quer impedir a importação de alimentos cuja produção não cumpra as regras sanitárias ou ambientais que os agricultores europeus devem cumprir, mas também impor a identificação do país de origem de todos os produtos.

(com informações da EFE)

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